Em um cenário onde grande parte do orçamento de publicidade migrou pra redes sociais e mídia digital, a mídia OOH (Out of Home, ou mídia exterior) segue como um dos formatos publicitários mais resistentes, e em vários mercados, crescente. Existem motivos concretos por trás disso.

Não dá pra pular ou fechar

A principal vantagem estrutural da mídia OOH é que ela não pode ser ignorada com um clique. Diferente de um anúncio em vídeo que pode ser pulado em 5 segundos, uma empena ou painel de LED bem localizado está no caminho das pessoas todos os dias, sem opção de "fechar".

Ad blockers não afetam a rua

Com o crescimento de bloqueadores de anúncio e a fadiga de publicidade digital (banner blindness), marcas estão redescobrindo o valor de formatos que simplesmente não têm como ser bloqueados. A rua continua sendo um espaço publicitário sem intermediário técnico entre a marca e o público.

Mídia exterior digital (DOOH) trouxe mensuração

Uma das críticas históricas à mídia OOH era a dificuldade de medir resultado, ao contrário do digital, onde tudo é rastreável. Isso mudou. Hoje é possível cruzar dados de mobilidade urbana, fluxo por horário e perfil demográfico da região com o desempenho da campanha, aproximando a mídia exterior da mensuração que o digital sempre ofereceu.

Complementa, não substitui, o digital

O crescimento do OOH não é sobre abandonar mídia digital, é sobre reconhecer que os dois formatos resolvem problemas diferentes. Campanhas que combinam presença física na cidade com reforço digital tendem a gerar mais reconhecimento de marca do que qualquer um dos dois isolado.

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